segunda-feira, 26 de julho de 2010

Um sonho de liberdade.


Na mesma rotina, olhando pela janela do carona, aquele céu, semi noturno, e mais uma vez meu peito se encheu da mesma vontade de ter tudo o que eu sempre quis. Não digo dinheiro ou luxo, nada disso me atrai, desejo incessantemente algo que não sei o que é. Tenho vontade de conhecer os quatro cantos do mundo, de conhecer cada pessoa, cada cultura, cada chão. Queria ter tempo para poder conhecer todos os perfumes, todos os livros, observar as estrelas. Não ter horários que me limitem, nem regras.

Poder estar com as pessoas que amo, me deitar em um campo sob a chuva, olhar o mar por horas, dormir e sonhar.

Esse desejo cada dia mais consome meus sentidos, penso nessa liberdade o tempo todo, não penso em mais nada. Não quero mais nada.

E quando penso em quão feliz posso ser, me pergunto o que estou fazendo aqui, ainda parada, vendo cada minuto de minha vida sendo consumido em vão. Vivendo a vida que me oferecem e que aceito sem questionamentos.

Quantos realmente viveram e não apenas existiram? E me envolvo com meus pensamentos até enlouquecer, desejo saber quem serei, se vou conseguir me libertar desse circulo, mas como posso prever? Não há como.

Adio a mudança sempre para mais tarde, e neste engano, já se passou um ano.

Olho pela mesma janela do carona, minha cabeça um pouco mais madura, limites cada vez mais impostos.

E a única coisa que não mudou foi aquele céu, que parece olhar para mim e me dizer: estou a sua espera, liberte-se!

domingo, 11 de julho de 2010

Aquela tal de saudade..


Essa mascara que cobre meu rosto, que não deixa transparecer a verdade, só me machuca cada vez que te vejo.

Acabo por desistir de tentar esquecê-lo. Meses e meses se passaram, e parece que foi ontem a ultima vez que nos sentamos naquela mesinha fria, e você me olhando nos olhos, prometeu não me deixar.

Todos sabiam o que realmente estava acontecendo, menos eu. Como eu queria não ter nunca provado do seu beijo, nunca ter estado com você de forma tão intima. Mas não sei bem se me arrependo, foram os trinta dias mais primorosos de minha vida.

Me entreguei sem medo de me machucar, mesmo sabendo de sua historia.

Mesmo sabendo que quando estava comigo, permanecia ausente em outro estado, em outro pensamento.

Hoje, para fazê-lo pensar que não o quero mais, o critico de todas as maneiras, uso de palavras que demonstram raiva, sentimento que não existe.

Pois na verdade te admiro, te acho o modelo ideal.

Mas você não saberá disso, não neste momento.

Esse tempo afastado em que pude viver minha vida na sua ausência percebi o quanto se encontra feliz.

Prefiro acreditar naquele ditado que diz “NADA É PARA SEMPRE”, não quero interferir em nada. Estarei nessa posição de observadora até o dia em que você volte-se para mim. E tome seu lugar em meu coração, que é de onde nunca deveria ter saído.

Confesso que tenho medo, de magoar pessoas que não merecem, de estar perdendo meu tempo nessa espera incessante. Mas não há escolhas, não há forças que me façam te esquecer. E você pensa que já não lhe tenho amor, mas tenho, alias você foi o único que me despertou tal sentimento.

Não mereces, sou tola e irracional de me permitir pensar tudo isso. Mas quando aparece esse sentimento denominado não sei o que, que surge não sei de que forma, não há racionalidade capaz de mudar qualquer razão. E não há ser humano que seja mais razão que coração quando ele bate a porta.

sexta-feira, 9 de julho de 2010


"Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos.
Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não
foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens."



(Alice Walker)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aquelas vontades...


Voar, voar.

Sem asas, sobre o mar.

É apenas sonho.


Cantar, cantar.

Um canto que te faça suspirar.

É apenas sonho.


Dançar, dançar.

Com sua sapatilha de cristal.

É apenas sonho.


Pular, pular.

Poder alcançar o céu.

É apenas sonho.


Viver, viver.

Sem pressa de chegar.

É apenas sonho.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

E me diz que nada mais importa.



O tic-tac é inevitável. Passam-se as horas. A insanidade me leva a busca de um controle.
A busca de algo que nem ao menos sei o que é. Apenas sei a falta que isso me faz. Não quero chorar, não posso pensar, se penso, não sei no que penso e não quero pensar. Mas em um lance, todas as idéias se extinguem. Fico a mercê do silencio.
E volto a momentos vividos. Aquela figura sempre ali. Em todas as cenas, momentos...
Por quê? Acabou. Não há o porquê me perseguir.

Eu posso viver sem isso.
Mas o desespero me angustia, suplico que volte... Que tudo volte... O desejo “daquele passado” me diz que nada foi em vão.

Os sentidos ainda aguçados, posso sentir... Como se fosse agora, como se fosse presente, como se você estivesse presente. Queria que fosse meu presente.

Queria ser seu pensamento, queria estar e permanecer. Com você, por você, e pra você...
Em você...
Mas por quê?
Perguntas, Apenas.
Talvez eternamente sem respostas.
Eternamente ficarei sem resposta e ficarei aqui eternamente esperando sua resposta.

Mas não. Não quero, mas como faço pra sair?

Já não quero mais viver de lembranças. Alguém ai pode me ajudar?
Minha voz ecoa. Silencio é minha única realidade.

E nesse jogo vou vivendo dia após dia.
E nessa minha nova realidade, vejo as mesmas cenas passadas.
Mas os personagens mudaram, não estou mais ali.
E assim prosseguem-se as horas.
Desejo, apenas desejo, te desejo e me desejo com você.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aceitar...



O fato, é que devemos aceitar a idéia de que o amor não existe. Existem momentos, sorrisos, e palavras de afeto ditas da boca pra fora,
sem se pensar em suas futuras consequências.
Esperar um amor que dure para sempre,
é o mesmo que esperar sorrir todo o tempo.
Viva o hoje,
mas não espere que o amanha seja doce e apraz como foi o ontem.
Apenas viva. E aproveite cada segundo.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"Te ver e não te querer é improvavel é impossível. Te ver e ter que esquecer é insuportavel é dor incrivel"..

Quando penso que passou, basta te ver. O coração se entristece, os olhos enchem d'agua. Passarão anos e anos. Nada vai passar.