sábado, 28 de dezembro de 2013

Sobre amores e conhaque (com limão e gelo, por favor.)

Sempre saímos em busca de alguma coisa que nos complete, ou que apenas nos divirta. Colocamos nossa melhor roupa, inventamos um novo penteado, e chegamos animados em mais uma balada.
Musica boa, gente feliz, um bom conhaque, e amigos.
E ele não estava lá, ótimo, já havia até esquecido do sorriso dele.
A gente sempre pensa que esqueceu. Viaja, sai com os amigos, ta tudo certo... Até vê-lo chegar. Daí meu amigo, tudo desmorona e ficamos soterrados, com arritmia.
As batidas do som...
E esse coração que bate acelerado.
Dançar... E fingir que este sorriso forçado é verdadeiro.
Esquecer é a regra principal.  Não se pode querer, seria inaceitável!
Mas o querer é como o pensar, penso a todo tempo.
E o barulho, e as vozes que não são a dele...
Tenho agora um rosto embriagado. Olhos tristes e um sorriso mudo.
E as lágrimas, eternas companheiras...
Existem coisas que nos completam em certos momentos, momentos esses, que desejaria reviver ao menos mais uma vez.
Vê-lo em outros rostos, virou mania. Seja aqui, em Belo Horizonte, ou no Amapá.
Chega uma hora, que copos são pesados demais, segurar uma mão poderia ser melhor.
Cá estou eu, rouca, bêbada e tola. E ele está lindo. E amanha, quando eu acordar, sóbria, ele ainda estará lindo.
E eu estarei arrependida, por não ter lhe falado nada, ou por já ter falado muito.
Sempre saímos em busca de alguma coisa que nos complete, ou que apenas nos divirta... E agora voltamos pra casa, soluçando, e pensando: será que ele pensa em mim? 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que devo fazer para preencher o espaço vazio?
A solidão é companheira, mesmo ao lado de mil pessoas.
Musicas não distraem... 
Bebida não resolve mais. 
O coração implora baixinho que tudo isso termine logo. 
Mas é apenas uma voz ecoando no triste silencio. 




É sempre assim nos dias frios, da uma tristeza maior que o habitual.
E o choro se mistura com as músicas melancólicas. Nesses dias, gosto de musicas assim...
Sabe quando se precisa de colo, de abraço, mas às vezes o que mais se precisa é abraçar a si mesmo... Faz tempo que não me abraço... Faz tempo que não sorrio para mim. Sempre buscando agradar a todos, a gente esquece de agradar a nós.
Lembro-me de alguns anos atrás, jurar que daria um novo rumo a minha vida, que viveria para ser feliz e faria o que eu gostasse sem ter que agradar a ninguém... Pois bem, promessas... Promessas são boas amigas na hora da angústia, nos sentimos menos covardes... Mas como dizia o Renato: “quem roubou nossa coragem?”. Para mudar, é preciso coragem de mudar, abandonar o velho casulo, bater as asas e voar... Mas e o medo? E se minhas asas não forem fortes o bastante? E se eu cair? E nas incertezas é que nos abandonamos.
E assim a vida segue, no mesmo ritmo. Você se apega a uma crença, arruma um emprego, tem uma casa, uma família, um companheiro e algumas coisas que te fazem sorrir por um tempo, mas que depois são apenas coisas.
E vai levando a vida, até apertar o peito de novo, e você se sentir só no meio de tudo isso.

Hoje é um dia assim, frio. Ouço músicas melancólicas que se misturam com as lágrimas... Vou chorar talvez até dormir, ou quem sabe eu encontre uma nova promessa e me sinta um pouco mais forte.