quinta-feira, 27 de maio de 2010

E me diz que nada mais importa.



O tic-tac é inevitável. Passam-se as horas. A insanidade me leva a busca de um controle.
A busca de algo que nem ao menos sei o que é. Apenas sei a falta que isso me faz. Não quero chorar, não posso pensar, se penso, não sei no que penso e não quero pensar. Mas em um lance, todas as idéias se extinguem. Fico a mercê do silencio.
E volto a momentos vividos. Aquela figura sempre ali. Em todas as cenas, momentos...
Por quê? Acabou. Não há o porquê me perseguir.

Eu posso viver sem isso.
Mas o desespero me angustia, suplico que volte... Que tudo volte... O desejo “daquele passado” me diz que nada foi em vão.

Os sentidos ainda aguçados, posso sentir... Como se fosse agora, como se fosse presente, como se você estivesse presente. Queria que fosse meu presente.

Queria ser seu pensamento, queria estar e permanecer. Com você, por você, e pra você...
Em você...
Mas por quê?
Perguntas, Apenas.
Talvez eternamente sem respostas.
Eternamente ficarei sem resposta e ficarei aqui eternamente esperando sua resposta.

Mas não. Não quero, mas como faço pra sair?

Já não quero mais viver de lembranças. Alguém ai pode me ajudar?
Minha voz ecoa. Silencio é minha única realidade.

E nesse jogo vou vivendo dia após dia.
E nessa minha nova realidade, vejo as mesmas cenas passadas.
Mas os personagens mudaram, não estou mais ali.
E assim prosseguem-se as horas.
Desejo, apenas desejo, te desejo e me desejo com você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário