quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sem leste.


Já cansados estão meus dedos de escrever coisas sem nexo... E a cada dia, a vida vai sem sentido a qualquer lugar.

Passos mecânicos me levam ao cenário de sempre.

E esse cenário, eu mesmo não reconhecia.

Mas estava lá, era obrigatório, era imposto. Eu pensava em fugir, sumir, desistir...

Mas no fim, o real era vital?

Perguntas que me fazia a todo o momento, meus momentos, toda minha vida sendo depositada em tal frasco nocivo e sujo, e a sujeira continha meus sonhos, ela compunha meus sonhos, ela deteriora minha alma.

Ele, sempre ele. Mas ele quem?

Não sei quem é ele, talvez ele nem exista... Busca sem sentido, busca infinitamente sem sentido

Então ele, seria o sentido? Ou o não sentido?

Confusa. Minha mente não acompanha meu coração.

Coração este suspirando frases soltas que me acordam em desespero.

Quem é? Quando serei? Porque insisto? Quando parar? Devo parar?

Que loucura é essa que nos faz acreditar em todos os olhos de paixão que fixam nossos olhos de amor e esperança?

Olhos da trapaça, diziam.

Nos fazem sentir coisas das quais nunca nos sentíamos capazes.

Nos fazem encorajar.

Existem sonhos que nos quebram as pernas

Nos embriagam e nos fazem de tolos.

Nos dão a certeza de sermos hábeis voadores, mas de repente nos cortam as asas e nos espatifamos no duro chão da realidade.

Futuro é terreno incerto, e incerta são minhas vontades, inconstantes e desesperadoras.

Ainda é cedo, não vivi ao menos um quarto de minha vida, mas já me sinto exausta, cansada de pesadelos cotidianos, cansada de pensamentos mesquinhos, falas sem pensamentos.

Apenas vou existindo conforme me foi destinado, ou não. Entregue a mercê de minha própria sorte.

Superando obstáculo por obstáculo, até chegar ao topo da montanha, que no fim pode ser bem maior que possa imaginar minha tão delimitada mente humana.


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