domingo, 26 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Onde está?
Ela tinha esperanças, isso não podia negar.
Tinha vontade também, e era ambiciosa, mas era terna. Isso a tornava fraca.
Olhinhos que buscavam desesperadamente seu lugar, mas seu lugar não era ali. Não era hora, não daquela forma.
Quem sempre sonhou com um papel principal, não passara agora de coadjuvante.
E os sonhos desabaram, assim como suas lagrimas, assim como seu sorriso.
Se sentia fraca, se sentia confusa.
A vida deveria vir com manual de instrução.
Ela às vezes se perdia nas suas idéias, o que ela necessitava sempre se contrapunha com o que ela queria.
Mas no fim, ela nem mesmo sabia o que queria.
E assim, consumiu sua vida. Buscando a felicidade sem limites.
Ela perdeu muito tempo com suas teorias mirabolantes, e esqueceu que a vida era curta de mais para colocá-las em pratica.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Ao despertar.
E nua, corria pelos gramados daquele lugar.Falava com os pássaros, falava com as árvores, falava com ela mesma.
Tudo era tão novo. Se tornou insana, e a partir daí o mundo ganhou novo sentido.
Tinha agora, muitos amigos. E talvez nunca fora sido tão feliz.
Sempre lutara pra mudar tudo a seu redor, e perdeu a lucidez quando descobriu não ser capaz.
E hoje vive numa casa bem grande, junto com outras pessoas que assim como ela,
fazem da loucura sua doce realidade.
E nua, corria pelos gramados daquele lugar.
Falava com os pássaros, falava com as árvores, falava com ela mesma.
domingo, 1 de agosto de 2010
Meu tempo.
Não olhe!
Não pise!
Não corra!
Preste atenção!
Siga!
Tic-tac, tic-tac...
Pare!
Não coma!
Coma isso!
Acorde agora!
Vá dormir!
Trabalhe!
Tic-tac, tic-tac…
Não queira!
Compre isso!
Case com este!
Ame aquele!
Seja rico!
Tic-tac, tic-tac...
Viva assim!
More aqui!
Seja feliz.
Mas seja feliz do meu jeito!
Tic-tac, tic-tac...
Ela era toda razão.
Ela desejava voar pelo céu.
Gostava de silêncio.
E no mesmo silêncio se entediava.
Era menina das cantigas de infância.
Era mulher que seduzia.
Era forte a ponto de esconder as lagrimas.
E se matava por dentro, por seus desejos.
Menina dos olhos castanhos e pele bem clara,
Mas o sol a tornou morena.
Escondeu por tanto tempo seu choro,
que se tornou incapaz de derramar se quer uma lagrima.
As cantigas de infância foram esquecidas,
os olhos castanhos e o corpo bonito já não mais impressionavam.
No silencio desejou mais e mais uma vez.
Tinha a ternura no olhar,
Mas tinha ambição na alma.
Essa vida teve fim, ela teve o que sempre quis.
Voou para o céu, e pôde possuir o sol.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Sem leste.

Já cansados estão meus dedos de escrever coisas sem nexo... E a cada dia, a vida vai sem sentido a qualquer lugar.
Passos mecânicos me levam ao cenário de sempre.
E esse cenário, eu mesmo não reconhecia.
Mas estava lá, era obrigatório, era imposto. Eu pensava em fugir, sumir, desistir...
Mas no fim, o real era vital?
Perguntas que me fazia a todo o momento, meus momentos, toda minha vida sendo depositada em tal frasco nocivo e sujo, e a sujeira continha meus sonhos, ela compunha meus sonhos, ela deteriora minha alma.
Ele, sempre ele. Mas ele quem?
Não sei quem é ele, talvez ele nem exista... Busca sem sentido, busca infinitamente sem sentido
Então ele, seria o sentido? Ou o não sentido?
Confusa. Minha mente não acompanha meu coração.
Coração este suspirando frases soltas que me acordam em desespero.
Quem é? Quando serei? Porque insisto? Quando parar? Devo parar?
Que loucura é essa que nos faz acreditar em todos os olhos de paixão que fixam nossos olhos de amor e esperança?
Olhos da trapaça, diziam.
Nos fazem sentir coisas das quais nunca nos sentíamos capazes.
Nos fazem encorajar.
Existem sonhos que nos quebram as pernas
Nos embriagam e nos fazem de tolos.
Nos dão a certeza de sermos hábeis voadores, mas de repente nos cortam as asas e nos espatifamos no duro chão da realidade.
Futuro é terreno incerto, e incerta são minhas vontades, inconstantes e desesperadoras.
Ainda é cedo, não vivi ao menos um quarto de minha vida, mas já me sinto exausta, cansada de pesadelos cotidianos, cansada de pensamentos mesquinhos, falas sem pensamentos.
Apenas vou existindo conforme me foi destinado, ou não. Entregue a mercê de minha própria sorte.
Superando obstáculo por obstáculo, até chegar ao topo da montanha, que no fim pode ser bem maior que possa imaginar minha tão delimitada mente humana.